Resenha: “Razão e Sensibilidade” – Jane Austen

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Número de páginas: 456

Avaliação: 4 / 5

Sinopse:

Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem – Elinor e Marianne Dashwood – quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen – enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.

Publicado de maneira anônima em 1811, “Razão e Sensibilidade” adquiriu grande notoriedade na época.

O livro traz a história da família Dashwood, composta pelo Sr. e Sra. Dashwood e suas filhas Elinor, Marianne e Margaret, que vive em Norland Park, uma renomada propriedade localizada em Sussex, na Inglaterra. Sabendo que, após sua morte, a herança seria deixada ao seu filho primogênito, fruto de outro casamento, o Sr. Dashwood pede a ele que ofereça boas condições de sustento a sua esposa e filhas.

Contudo, depois do falecimento do pai, John Dashwood cede apenas uma mísera quantia à madrasta e às meia-irmãs, obrigando-as a aceitar uma proposta de um parente distante de morarem num chalé emprestado em Devonshire. Enquanto se preparam para a partida de Norland Park, Elinor se apaixona pelo irmão de sua cunhada, Edward Ferrars, deixando-a imensamente decepcionada ao ter que deixá-lo.

Ao se estabelecerem em seu novo lar, a família Dashwood passa a viver de maneira mais simples e torna-se próxima de seus benfeitores, os Middleton.

Após algum tempo morando em Barton, Marianne passa a nutrir uma grande paixão por um rapaz encantador chamado Willoughby, que também se apaixona perdidamente pela moça.

Assim, o livro retrata as desilusões amorosas das duas irmãs e suas respectivas buscas pela felicidade, cada uma à sua maneira. Pois, enquanto Elinor preza a sensatez e a prudência, Marianne valoriza o comportamento emotivo e romântico, fazendo um contraste entre a razão e a sensibilidade.

Minhas impressões:

Com uma história de amor como plano de fundo, Jane Austen critica o comportamento da sociedade da época, através de diálogos repletos de ironia e personagens que muitas vezes tornam-se cômicas.

Apresentando uma importante discussão acerca da razão x sensibilidade, a autora também expõe a oposição entre o Romantismo, movimento do século XIX que prezava o drama e a emoção, e o Iluminismo, que tinha como pontos centrais a razão e a ciência.

Além disso, Jane Austen trata de julgamentos a partir da aparência das pessoas, que muitas vezes podem se demonstrar equivocados.

Apesar de tornar-se um tanto cansativa a partir da última metade do livro, a narrativa fluiu bem ao longo da história.

O que me incomodou em relação à obra foi o rompimento abrupto de um dos casais, sem que, na minha opinião, fosse apresentado um motivo plausível, e a grande quantidade de páginas dedicada ao sofrimento de Marianne, enquanto sua irmã recebe pouco destaque na história. Ainda assim, o livro é incrível e expõe importantes temas do século XIX, sendo uma leitura extremamente válida.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Até a próxima!

Anúncios

11 comentários sobre “Resenha: “Razão e Sensibilidade” – Jane Austen

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s