Resenha: “Nosferatu” – Joe Hill

Autor: Joe Hill

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 624

Avaliação: 5 / 5

Sinopse:

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

A história tem início em 1986, quando a pequena Victoria McQueen descobre um dom: com sua bicicleta Raleigh, ela consegue atravessar uma ponte imaginária que a leva a objetos perdidos. Confusa com sua nova habilidade, ela a esconde de todos a sua volta e cada vez mais tenta se convencer de que aquilo não é real.

“Era sempre assim. Ela já tinha atravessado a ponte uma dezena de vezes em cinco anos, cada vez menos uma experiência e mais uma sensação. Não era algo que ela fazia, mas que sentia: a consciência de estar deslizando como em um sonho, a distante sensação de um zumbido de estática.”

Dirigindo seu antigo Rolls-Royce, Charlie Manx é capaz de adentar em sua paisagem interior, chamada Terra do Natal, um lugar macabro onde todos os dias são Natal. Para lá são levadas inúmeras crianças, que tornam-se criaturas tão inumanas quanto o próprio Charlie e nunca mais são vistas.

“Você acredita em um lugar chamado Terra do Natal? O que você daria para passar a vida inteira em um lugar onde todas as manhãs fossem Natal e a infelicidade fosse contra a lei?”

No entanto, Victoria torna-se a primeira pessoa a conseguir escapar, não sem muitos traumas que jamais seriam esquecidos.

Anos após o acontecimento, Manx está de volta em busca de vingança, e Victoria terá sua vida abalada novamente pelas memórias do passado.

Minhas impressões:

É incrível a capacidade do autor de unir o imaginário ao real! Desde as primeiras páginas, senti que adentrava num conto de fadas macabro no qual elementos fantásticos são inseridos na realidade.

A trama é muito bem elaborada e repleta de reviravoltas que tornam a história interessante do início ao fim. Ao longo da leitura, é impossível não se questionar a todo momento o que irá acontecer em seguida.

Os personagens são simplesmente fantásticos! Victoria, Lou, todos eles me fizeram torcer para que tudo desse certo no final. Mas os que mais me fascinaram foram sem dúvida os antagonistas. Não pude evitar imaginar o que se passa na mente de Charlie Manx; ele de fato acredita que o que faz é para o bem das crianças. Além disso, seu ajudante Bing (que adora fazer rimas a todo momento) é extremamente fiel a ele, na esperança de que um dia possa viver na Terra do Natal. Eles são uma dupla bizarra, o que contribuiu para minha visão de que a história parece um conto de fadas macabro.

Até o próprio carro Rolls-Royce me chamou atenção, pois de certa forma ele também é o vilão da história.

“Um carro antigo se afastava no final do quarteirão, um Rolls-Royce preto com estribos e detalhes cromados. Os faróis traseiros reluziam vermelhos na noite e iluminavam a placa: NOS4A2. O veículo dobrou a esquina e desapareceu, levando consigo o som alegre do Natal.”

Além disso, ao longo da páginas encontramos algumas ilustrações tenebrosas e igualmente bizarras que tornam a leitura ainda mais interessante.

O autor também faz referências a outros livros, entre eles “It – A Coisa”, escrito pelo seu pai (sim, ele é filho do Stephen King!), o que me fez ficar ainda mais animada com a leitura!

Acho que li esse livro na época certa, porque ele tem um clima natalino, hehe (li no final de dezembro)! Super recomendo a leitura! Acho que aqueles que leem Stephen King muito provavelmente também irão gostar de “Nosferatu”.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje, gente!

Falem aqui nos comentários se já leram e o que acharam.

Até a próxima!

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12 comentários sobre “Resenha: “Nosferatu” – Joe Hill

  1. Achei interessante o que você falou sobre o clima natalino, curto muito combinar épocas festivas com o que ando consumindo (vejo the nightmare before christmas todo fim de ano, por exemplo, hahah).
    Gostei da tua resenha. Já tinha visto a edição numa dessas andadas na livraria. Não tinha cogitado em dar uma chance ao livro, mas agora certamente me parece mais atrativo. Até mais o/.

    Curtido por 1 pessoa

    • Que bom que gostou da resenha! Eu geralmente não tenho o costume de ler algo relacionado à época ou algo assim, e fiquei bem surpresa quando eu vi que o livro que estava lendo tinha relação com o Natal. Não é exatamente um livro natalino, mas para mim foi o livro mais próximo de natalino que já li, hehe. De qualquer maneira, é um ótimo livro! Obg por comentar!

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  2. Caramba, já estava ficava curiosa para ler o livro por causa da sua resenha (apesar de morrer de medo de livros/filmes/séries de terror). Porém, quando você revelou que o autor é filho do Stephen King, fiquei maluca! Com certeza será uma das minhas primeiras aquisições do ano (mas, obviamente, só vou ler o livro de manhã e quando estiver cercada por outras pessoas hahaha).
    Beijos, Wanessa. ❤

    Curtido por 1 pessoa

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