Resenha: “Os Elefantes Não Esquecem” – Agatha Christie

Os Elefantes Não Esquecem

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira

Número de páginas: 168

Avaliação: 4 / 5

Sinopse:

Perguntada a respeito da intrigante morte dos pais de sua afilhada, ocorrida há catorze anos, a escritora Ariadne Oliver não vê outra alternativa senão pedir ajuda a seu velho amigo, o detetive Hercule Poirot. Afinal, o que exatamente aconteceu no penhasco onde o casal foi encontrado? Será que um atirou no outro e, em seguida, tirou a própria vida? Ou teria sido um pacto suicida? É chegado o momento de desenterrar velhas lembranças e tentar dar algum sentido a essa surpreendente história.

A escritora de romances policiais Ariadne Oliver, que não tem o costume de comparecer a eventos sociais, decide ir a um almoço dedicado a pessoas interessadas na literatura. Durante uma conversa, a Sra. Burton-Cox, até então desconhecida pela autora, questiona sobre a misteriosa morte dos pais de Celia Ravenscroft, afilhada da Sra. Oliver.

“Quero saber, pois tenho certeza de que a senhora sabe, ou pelo menos tem alguma informação a respeito, se a mãe dela matou o pai ou se foi o pai quem matou a mãe.”

Então a escritora é tomada pelas recordações de muito tempo atrás, quando soube da notícia de que Lady Ravenscroft e seu marido foram encontrados mortos num penhasco, com uma arma entre os dois. Na época, a polícia supôs que ocorrera um pacto de morte, embora não se tivesse conhecimento de quem matara o outro e logo após se suicidara ou por quê.

Logo, determinada a descobrir a verdade, ela entra em contato com seu amigo Hercule Poirot, que a ajudará nas investigações para descobrir o que realmente ocorreu naquele dia fatídico.

Minhas impressões:

Embora eu já tivesse ouvido falar que o desfecho desse livro não era um dos mais surpreendentes, ainda assim senti uma pontada de decepção quando isso se confirmou. Sim, eu gostei bastante do desenrolar das investigações, mas confesso que tenho altas expectativas sobre quase todos os livros da autora e esperei até a última folha que ocorresse uma reviravolta na solução dada.

Apesar disso, a leitura foi muito rápida e divertida. O personagem Hercule Poirot é, sem dúvida, um dos mais interessantes na literatura.

Gostaria de chamar atenção ao significado do título da obra. O livro recebe esse nome porque a Sra. Oliver, ao iniciar as investigações, diz que terá de entrar em contato com os “elefantes”, ou seja, pessoas que certamente terão lembranças da época em que ocorreram as mortes. A personagem faz essa comparação devido à boa memória dos elefantes, que têm a capacidade de recordar acontecimentos, mesmo após muito tempo.

“É minha tese: os elefantes não esquecem. Portanto, tenho que entrar em contato com alguns elefantes.”

Portanto, recomendo sim esta leitura, mas tenha em mente que o desfecho não é impressionante como outras obras da autora (até porque, tendo escrito mais de oitenta romance, contos e peças, torna-se cada vez mais difícil superar suas principais histórias).


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Comentem aqui se já leram e o que acharam!

Até a próxima!

PS.: Há um lado positivo em tudo isso: pelo menos uma vez consegui descobrir a solução das investigações de um livro da Agatha (e estou me sentindo uma verdadeira detetive, hehe  🙂 ).

Resenha: “Nosferatu” – Joe Hill

Autor: Joe Hill

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 624

Avaliação: 5 / 5

Sinopse:

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

A história tem início em 1986, quando a pequena Victoria McQueen descobre um dom: com sua bicicleta Raleigh, ela consegue atravessar uma ponte imaginária que a leva a objetos perdidos. Confusa com sua nova habilidade, ela a esconde de todos a sua volta e cada vez mais tenta se convencer de que aquilo não é real.

“Era sempre assim. Ela já tinha atravessado a ponte uma dezena de vezes em cinco anos, cada vez menos uma experiência e mais uma sensação. Não era algo que ela fazia, mas que sentia: a consciência de estar deslizando como em um sonho, a distante sensação de um zumbido de estática.”

Dirigindo seu antigo Rolls-Royce, Charlie Manx é capaz de adentar em sua paisagem interior, chamada Terra do Natal, um lugar macabro onde todos os dias são Natal. Para lá são levadas inúmeras crianças, que tornam-se criaturas tão inumanas quanto o próprio Charlie e nunca mais são vistas.

“Você acredita em um lugar chamado Terra do Natal? O que você daria para passar a vida inteira em um lugar onde todas as manhãs fossem Natal e a infelicidade fosse contra a lei?”

No entanto, Victoria torna-se a primeira pessoa a conseguir escapar, não sem muitos traumas que jamais seriam esquecidos.

Anos após o acontecimento, Manx está de volta em busca de vingança, e Victoria terá sua vida abalada novamente pelas memórias do passado.

Minhas impressões:

É incrível a capacidade do autor de unir o imaginário ao real! Desde as primeiras páginas, senti que adentrava num conto de fadas macabro no qual elementos fantásticos são inseridos na realidade.

A trama é muito bem elaborada e repleta de reviravoltas que tornam a história interessante do início ao fim. Ao longo da leitura, é impossível não se questionar a todo momento o que irá acontecer em seguida.

Os personagens são simplesmente fantásticos! Victoria, Lou, todos eles me fizeram torcer para que tudo desse certo no final. Mas os que mais me fascinaram foram sem dúvida os antagonistas. Não pude evitar imaginar o que se passa na mente de Charlie Manx; ele de fato acredita que o que faz é para o bem das crianças. Além disso, seu ajudante Bing (que adora fazer rimas a todo momento) é extremamente fiel a ele, na esperança de que um dia possa viver na Terra do Natal. Eles são uma dupla bizarra, o que contribuiu para minha visão de que a história parece um conto de fadas macabro.

Até o próprio carro Rolls-Royce me chamou atenção, pois de certa forma ele também é o vilão da história.

“Um carro antigo se afastava no final do quarteirão, um Rolls-Royce preto com estribos e detalhes cromados. Os faróis traseiros reluziam vermelhos na noite e iluminavam a placa: NOS4A2. O veículo dobrou a esquina e desapareceu, levando consigo o som alegre do Natal.”

Além disso, ao longo da páginas encontramos algumas ilustrações tenebrosas e igualmente bizarras que tornam a leitura ainda mais interessante.

O autor também faz referências a outros livros, entre eles “It – A Coisa”, escrito pelo seu pai (sim, ele é filho do Stephen King!), o que me fez ficar ainda mais animada com a leitura!

Acho que li esse livro na época certa, porque ele tem um clima natalino, hehe (li no final de dezembro)! Super recomendo a leitura! Acho que aqueles que leem Stephen King muito provavelmente também irão gostar de “Nosferatu”.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje, gente!

Falem aqui nos comentários se já leram e o que acharam.

Até a próxima!

TAG literária: Bang!

faking-it

Oi, gente!

O Wemerson Roberto do Nerd Book’s Blog me indicou para essa tag super criativa que ele próprio criou (muito obrigada!).

Antes de responder, vamos às regras:

  • Copiar e colar a logo da tag que está acima;
  • Responder todas as questões com suas próprias palavras;
  • Creditar quem te marcou;
  • Convidar outros blogs para participar.

 

“Bang (bang) dei meu tiro certo em você” – Livro que você comprou sem ter ouvido falar e acertou em cheio.

Na verdade, peguei esse livro emprestado na biblioteca. Nunca tinha ouvido falar dele, mas me interessei por ter sido escrito pelo Dan Brown. Não foi um livro excelente, mas acabei gostando da leitura.

“Deixa que eu faço acontecer
Tem que ser assim pra me acompanhar
pra chegar” – Série literária que pretende ler ou terminar.

Eu pretendo terminar a trilogia “As Peças Infernais”, da Cassandra Clare. Li o primeiro (resenha aqui) e o segundo livros e estou lendo o último no momento.

“Então vem, não sou de fazer muita pressão
Mas não vou ficar na tua mão” – Livro que fez seus amigos se apaixonarem, mas com você ocorreu o contrário.

Eu já falei aqui no blog que não me dou muito bem com “A Seleção”. Li porque todos estavam comentando sobre essa trilogia (agora série) e não achei tão bom quanto as pessoas falavam. Talvez se eu tivesse lido em outra época pudesse ter gostado mais dos livros… Pretendo ler sim o último livro, porque não gosto de deixar uma série abandonada. Quem sabe com o desfecho eu mudo de ideia sobre a história… Não é que eu não gostei. Simplesmente não me apaixonei pelos livros.

“Se você quiser não pode vacilar
demorar” – Livro que leu em menos dias.

Esse livro de contos tem apenas 96 páginas, além de conter ilustrações. A história é muito boa, então dá para terminar a leitura em pouco tempo (e depois lamentar que o livro seja tão curto 😦 ). Já fiz resenha dele no blog, quem quiser dar uma olhada clique aqui.

“Ihh, pra te dominar
virar tua cabeça” – Livro ou série que você mais indica aos seus amigos.

Eu sempre indico esse livro para todo mundo, porque eu acho a história incrível ❤ Aliás, ele está entre os meus livros favoritos de 2015 (e da vida!).

“Eu vou continuar
te provocando” – Série que te chama atenção, mas não parou para ler ainda.

Essa trilogia sempre me chamou bastante atenção. Não sei muito bem do que se trata, mas muitas pessoas gostam e tenho quase certeza de que vou gostar também. Se vocês já leram, falem aqui nos comentários suas opiniões sobre a história (sem spoilers, é claro!).

“Ihh, pra escandalizar
dar a volta por cima” – Livro que você pensou em desistir e do nada ficou bom.

Eu não tenho uma opinião exata sobre esse livro. Gostei do início e do desfecho, mas achei o meio cansativo, mesmo sendo um livro curto. Já tinha lido “Viagem ao Centro da Terra” e não tinha gostado, então depois dessa outra leitura fiquei com medo de ler algo mais do Júlio Verne. Sei que muita gente gosta desse escritor, mas infelizmente não me dei bem com a escrita dele.

“Não vou parar, até te ver
pirando” – Livro ou série que pretende ler em 2016.

Bem, esses são dois livros não lidos da minha estante que com certeza lerei em 2016. Além desses, gostaria de ler mais livros da Agatha Christie e do Stephen King; concluir a trilogia “As Peças Infernais” e a série “Os Instrumentos Mortais”; quanto ao projeto para ler mais clássicos, os livros que mais quero são “O Sol é Para Todos”, “Um Estudo em Vermelho” e “Drácula”. Poucos, não? Kkkkkkk.

Blogs indicados:

Petite Aquarelle

Colecionando História

Na Prateleira

Ei Carol, Leia!

Fones e Páginas Amarelas

Living for Harry


Espero que tenham gostado do post de hoje!

Até a próxima!

Retrospectiva Literária 2015

Oi, gente!

O ano está acabando e por isso decidi fazer uma retrospectiva das minhas leituras de 2015. Eu já tinha feito um TOP 5 com os livros favoritos do ano, mas depois percebi que deixei de comentar sobre muitos dos livros que eu gostei.

Vou responder aqui algumas categorias que o blog Pensamento Tangencial propôs. São 27 itens no total, por isso vou tentar ser breve em cada um, ok?

1 – A aventura que me tirou o fôlego: 

“Maze Runner: Correr ou Morrer”, escrito por James Dashner.

2 – O terror que me deixou sem dormir:

“O Iluminado”, escritor por Stephen King ❤ (resenha aqui).

3 – O suspense mais eletrizante:

“E Não Sobrou Nenhum”, escrito pela (incrível, maravilhosa, perfeita) Agatha Christie ❤

4 – O romance que me fez suspirar:

“Como Eu Era Antes de Você”, escrito pela Jojo Moyes (resenha aqui).

5 – A fantasia que me encantou:

“Uma Chama Entre As Cinzas”, escrito pela Sabaa Tahir (resenha aqui).

6 – A saga que me conquistou:

A trilogia “As Peças Infernais”, escrito pela Cassandra Clare. Ainda não terminei de lê-la (estou quase terminando o segundo livro), mas até agora estou gostando da leitura.

ATUALIZAÇÃO: Terminei de ler “Príncipe Mecânico” e gostei bastante!

7 – O clássico que me marcou:

“O Morro dos Ventos Uivantes”, escrito pela Emily Brontë, pois foi esse livro que me despertou a vontade de ler clássicos.

8 – O livro que me fez refletir:

“Fahrenheit 451”, escrito por Ray Bradbury ❤ (resenha aqui).

9 – O livro que me fez rir:

“Marley e Eu”, escrito por John Grogan.

10 – O livro que me fez chorar:

Nenhum me fez realmente chorar, mas um livro cuja história é bem triste é “Vidas Secas”, escrito pelo Graciliano Ramos.

11 – O livro que me decepcionou:

“O Cão dos Baskerville”, escrito por Sir Arthur Conan Doyle. Eu gostei do mistério do livro, mas achei a narrativa um pouco lenta. Vou tentar mais uma vez ler Sherlock Holmes próximo ano, fiquei bastante animada com a amostra que li de “Um Estudo Em Vermelho” no site da editora.

12 – O livro que me surpreendeu:

“Objetos Cortantes”, escrito pela Gillian Flynn.

13 – O livro que devorei:

“A Garota no Trem”, escrito pela Paula Hawkins (resenha aqui).

14 – O livro que abandonei:

Não abandonei nenhum livro esse ano 🙂

15 – A capa que amei:

“A Seleção”, escrito pela Kiera Cass. Confesso que não sou muito fã da série, mas as capas são realmente lindas!

16 – O thriller psicológico que me arrepiou:

“Garota Exemplar”, escrito pela Gillian Flynn.

17 – A frase que não saiu da minha cabeça:

Não tem como se esquecer da primeira frase de “Orgulho e Preconceito”.

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

18 – O(a) personagem do ano:

Hercule Poirot ❤

19 – O casal perfeito:

Elizabeth Bennet e Sr. Darcy ❤

20 – O(a) autor(a) revelação:

Agatha Christie, Stephen King e Jane Austen ❤

21 – O(a) autor(a) que mais esteve presente entre as minhas leituras:

Agatha Christie ❤

22 – O gênero literário que mais li:

Acho que foram livros policiais e de mistério.

23 – O gênero literário que preciso ler mais:

Li uma quantidade razoável de clássicos esse ano (levando em conta que eu não lia quase nada desse gênero, claro), mas acho que clássicos nunca são demais, certo? 😉

24 – O melhor livro nacional:

Li um livro de contos do Machado de Assis (mini-resenha aqui) e o texto que eu mais gostei foi, sem dúvida, “A Cartomante”.

Outro livro nacional que li foi “O Vilarejo”, escrito pelo Raphael Montes, e gostei bastante também (resenha aqui).

25 – O melhor livro que li em 2015:

Impossível escolher um! Fiz um TOP 5 de livros favoritos de 2015, quem ainda não viu dá uma conferida aqui.

26 – Li em 2015 … livros:

Até agora li 49 livros, mas possivelmente terminarei outro antes do fim do dia. Qualquer coisa atualizo o post.

ATUALIZAÇÃO: Concluí a leitura de outro livro, então são 50 livros lidos no ano 🙂

27 – A minha meta literária para 2016 é:

Conhecer novos autores, ler mais clássicos e mais livros da Agatha Christie e do Stephen King.


Muito obrigada a todos que acompanharam “Meu Diário de Leitura” esse ano! Foi ótimo trocar opiniões sobre livros com vocês!

E não se esqueçam de dar uma olhada nos outros blogs que também participaram da Retrospectiva Literária 2015 (link aqui).

Um beijo e que 2016 venha com tudo!

Resenha: “Como Eu Era Antes de Você” – Jojo Moyes

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 320

Avaliação: 4 / 5

Sinopse: 

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Após perder o emprego e sem muitas perspectivas de vida, Louisa Clark passa a trabalhar cuidando de Will Traynor, um tetraplégico rico, sarcástico e arrogante, que antes de ser atropelado por uma moto levava uma vida extremamente ativa na movimentada cidade de Londres.

Preso a uma cadeira de rodas e dependendo de outras pessoas para viver, agora ele se questiona se sua vida vale realmente a pena.

“O pior é perder a capacidade de tomar suas próprias decisões, de não ser capaz de fazer qualquer coisa sem precisar de ajuda.”

Inicialmente, Louisa detesta ter de passar tanto tempo ao lado dele, mas logo ambos formam uma forte amizade. Então ela terá que convencê-lo a mudar de ideia, mostrando a ele que ainda há maneiras de ser feliz.

Minhas impressões:

Nunca me interessei muito por livros de romance contemporâneo, mas por algum motivo este me chamou atenção.

A autora não mostra apenas uma história romântica, mas apresenta também diversas dificuldades que os deficientes físicos sofrem nos dias de hoje. O livro fala acima de tudo sobre perdasaprendizado e de como algumas decisões estão fora de nosso alcance.

A linguagem utilizada é simples, o que facilita o nosso envolvimento com a leitura. A maior parte do livro é narrada em primeira pessoa sob a perspectiva de Louisa, mas há também alguns capítulos narrados por personagens secundários, ajudando-nos a entender seus pensamentos e decisões.

Os personagens do livro são muito reais, o que me fez me aproximar ainda mais deles e das situações pelas quais passam. Eles são apenas pessoas comuns, que pelo destino tiveram de enfrentar certos problemas ao longo da vida.

Louisa é uma personagem alegre e espontânea que nunca sonhou em deixar a pequena cidade onde mora ou o emprego no The Buttered Bun. Já Will esteve em vários lugares do mundo e agora sente-se deprimido pela impossibilidade de fazer muitas das atividades que gostava. Juntos, eles viverão novas experiências e Will fará Lou enxergar novos horizontes.

“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”

Super recomendo esta leitura! O final do livro é triste e emocionante, mas a autora consegue nos mostrar que ainda há uma pitada de esperança, ou seja, que devemos seguir em frente.

“Como Eu Era Antes de Você” foi adaptado para filme e tem o lançamento previsto para 3 de Junho de 2016 nos Estados Unidos.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Falem aqui nos comentários se vocês têm vontade de ler, já leram e o que acharam desse livro. Adorarei saber!

Até a próxima!

TOP 5: Livros Favoritos de 2015

Oi, gente!

O ano já está acabando, então hoje decidi listar minhas melhores leituras de 2015. Provavelmente vocês já sabem quais são, porque eu sempre tento recomendá-las nas tags, mas essa é só uma maneira de deixar registrado.

1 – “Assassinato no Expresso Oriente” – Agatha Christie ❤

Eu acho que já comentei sobre os livros da Agatha Christie umas mil vezes aqui no blog e fora dele também, hehe! Esse livro irá mostrar as investigações do famoso detetive Hercule Poirot ( ❤ ) para descobrir quem assassinou um dos passageiros do Expresso Oriente. Essa história é viciante, e não é à toa que seja uma das obras mais conhecidas da autora.

2 – “Orgulho e Preconceito” – Jane Austen ❤

Gente, eu não sei explicar como esse livro é incrível ❤ Os diálogos são repletos de ironia e críticas à sociedade da época! Super recomendo essa leitura! Para saber mais, acessem a  resenha que eu fiz recentemente aqui no blog.

3 – “Toda Luz Que Não Podemos Ver” – Anthony Doerr ❤

Outro livro que vocês devem estar cansados de tantas recomendações que já fiz… “Toda Luz Que Não Podemos Ver” se passa durante a Segunda Guerra Mundial e irá contar a história da francesa Marie-Laure e do alemão Werner, que terão seus destinos cruzados em dado ponto do livro. Essa história é simplesmente perfeita ❤ Leiam, por favor!

4 – “It – A Coisa” – Stephen King ❤

Eu amei esse livro ❤ Ele irá contar a história de um grupo de amigos que tentam deter a Coisa, uma criatura que vem causando pânico na pequena cidade de Derry. Já fiz resenha dele aqui no blog, se quiserem dar uma olhada cliquem aqui.

5 – “O Morro dos Ventos Uivantes” – Emily Brontë ❤

Li esse livro no início do ano e me apaixonei pela história ❤ “O Morro dos Ventos Uivantes” irá contar a história de Heathcliff e Catherine, amigos de infância que vivem uma paixão proibida. Contudo, ambos são obrigados a se separarem, provocando a ira de Heathcliff, que planeja vingança. Há uma palavra que define essa leitura para mim: instigante. A todo momento desejamos saber o que acontece com cada personagem. Super recomendo para aqueles que, assim com eu, desejam começar a ler clássicos!


Bem, foi isso!

Desejo um feliz Natal a todos! Que 2016 seja um ano de ótimas leituras, hehe!

Até a próxima!

Resenha: “Persuasão” – Jane Austen

Persuasão

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Número de páginas: 310

Avaliação: 4.5 / 5

Sinopse: 

O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, um vaidoso e esnobe baronete. No passado, Anne apaixonara-se por Frederick Wentworth, que, embora belo, inteligente e ambicioso, não tinha tradições ou conexões familiares importantes – e assim Anne fora persuadida pela família a romper com ele. Em 1815, momento em que se passam os eventos narrados no livro, a boa, generosa e sensível Anne Elliot continua solteira, mas agora, aos 27 anos, pensa com mais autonomia e maturidade. Agora, também, a situação financeira de Sir Walter Elliot é desfavorável, e ele se vê obrigado a alugar a propriedade da família. Por força do destino, o novo ocupante da residência é cunhado de Wentworth. Quase oito anos após o rompimento, Anne se verá novamente convivendo com seu grande amor, agora um capitão da Marinha, e reflexões, conjunturas e arrependimentos serão inevitáveis. Anne e Frederick se redescobrem apaixonados, e renovam o compromisso de casamento. Com o mesmo texto leve e envolvente – mas irônico e perspicaz – que a caracteriza, Austen faz aqui uma crítica à vaidade típica da sociedade inglesa do início do século XIX, ao mesmo tempo em que enfoca o tema do casamento, quase onipresente em seus escritos.

“Persuasão” retrata a história de Anne Elliot, filha de um importante e esnobe baronete que, devido às suas extravagâncias e imprudência, leva a família a graves problemas financeiros. Para resolvê-los, decide então alugar sua propriedade e mudar-se para a cidade de Bath.

Os novos moradores de Kellynch Hall são o almirante Croft e sua esposa, cujo irmão é ninguém mais, ninguém menos que Frederick Wentworth, o que deixa Anne profundamente abalada. Há aproximadamente 8 anos, ela havia se apaixonado pelo capitão Wentworth, porém fora persuadida pela família e Lady Russel, amiga de sua falecida mãe, a separar-se do rapaz em razão de sua situação financeira desfavorável. Assim, após anos de trabalho duro e dedicação, ele retorna à região rico e em busca de uma esposa.

“Na juventude, obrigaram-na a seguir a prudência; ao amadurecer, aprendera o romance: a sequência natural de um começo antinatural.”

No entanto, o capitão Wentworth reprime sua antiga paixão, impedido pela mágoa e ressentimento, enquanto Anne sofre com a frieza e indiferença com que é tratada, arrependida de suas escolhas no passado.

“Só conseguia pensar a seu respeito como alguém que cedeu, que desistiu de mim, que se deixou influenciar por outra pessoa mais do que por mim.”

Ao longo das páginas, somos apresentados à reaproximação dos dois e às dúvidas que permeiam tal relacionamento: seria o capitão Wentworth capaz de amar Anne novamente, mesmo após tudo o que se passou entre o casal? Poderiam eles ter uma vida juntos? Como a família da moça reagiria a essa união, anteriormente indesejada?

Minhas impressões:

Escrito nos últimos meses de vida da autora, “Persuasão” apresenta um tom diferente de suas outras obras, a começar pela idade da protagonista: enquanto a maioria de suas personagens principais apresentava em torno de 18 a 22 anos, Anne Elliot tinha 27. Além disso, a narrativa expõe uma linguagem mais melancólica, contrastando com o humor e ironia presentes em seus demais livros.

Jane Asten trata sobre os julgamentos por aparência (assunto recorrente em seus livros) e as mudança das raízes sociais na época – os antigos ricos, cujas fortunas eram adquiridas por meio de herança, como o Sir Walter Elliot, seriam substituídos por aqueles que ascendiam socialmente através do mérito, como o capitão Wentworth.

Porém, o tema principal da história são segundas chances. Anne seria ou não perdoada pelos seus erros do passado?

Ao decorrer da história, sentimos as aflições e o arrependimento da personagem principal, com os quais convive constantemente desde seu reencontro com o capitão Wentworth. Embora negue inicialmente continuar apaixonada pelo rapaz, ela demonstra frustração devido ao tratamento frio e distante que recebe dele.

“Logo, entretanto, começou a racionalizar e a tentar se emocionar menos. Oito anos, quase oito anos haviam se passado desde que tudo terminara. Como era absurdo voltar a sentir uma inquietação que o tempo relegara à distância e à sombra! O que não fariam oito anos? Acontecimentos de todo tipo, transformações, alienações, mudanças… tudo, tudo poderia estar neles contido, e o esquecimento do passado… como seria natural, com seria certo também! Oito anos representavam quase a terça parte de sua própria vida. Uma pena! Com toda a sua racionalização, ela descobriu que, para sentimentos reprimidos, oito anos poderiam ser pouco mais que nada.”

A linguagem foi um tanto cansativa nas primeiras páginas, mas logo a leitura se tornou bastante envolvente.

Recomendo fortemente este livro, pois além de ser um importante clássico do século XIX, também traz críticas ao comportamento da sociedade da época.


Bem, espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Até a próxima!