Resenha: “Os Elefantes Não Esquecem” – Agatha Christie

Os Elefantes Não Esquecem

Autora: Agatha Christie

Editora: Nova Fronteira

Número de páginas: 168

Avaliação: 4 / 5

Sinopse:

Perguntada a respeito da intrigante morte dos pais de sua afilhada, ocorrida há catorze anos, a escritora Ariadne Oliver não vê outra alternativa senão pedir ajuda a seu velho amigo, o detetive Hercule Poirot. Afinal, o que exatamente aconteceu no penhasco onde o casal foi encontrado? Será que um atirou no outro e, em seguida, tirou a própria vida? Ou teria sido um pacto suicida? É chegado o momento de desenterrar velhas lembranças e tentar dar algum sentido a essa surpreendente história.

A escritora de romances policiais Ariadne Oliver, que não tem o costume de comparecer a eventos sociais, decide ir a um almoço dedicado a pessoas interessadas na literatura. Durante uma conversa, a Sra. Burton-Cox, até então desconhecida pela autora, questiona sobre a misteriosa morte dos pais de Celia Ravenscroft, afilhada da Sra. Oliver.

“Quero saber, pois tenho certeza de que a senhora sabe, ou pelo menos tem alguma informação a respeito, se a mãe dela matou o pai ou se foi o pai quem matou a mãe.”

Então a escritora é tomada pelas recordações de muito tempo atrás, quando soube da notícia de que Lady Ravenscroft e seu marido foram encontrados mortos num penhasco, com uma arma entre os dois. Na época, a polícia supôs que ocorrera um pacto de morte, embora não se tivesse conhecimento de quem matara o outro e logo após se suicidara ou por quê.

Logo, determinada a descobrir a verdade, ela entra em contato com seu amigo Hercule Poirot, que a ajudará nas investigações para descobrir o que realmente ocorreu naquele dia fatídico.

Minhas impressões:

Embora eu já tivesse ouvido falar que o desfecho desse livro não era um dos mais surpreendentes, ainda assim senti uma pontada de decepção quando isso se confirmou. Sim, eu gostei bastante do desenrolar das investigações, mas confesso que tenho altas expectativas sobre quase todos os livros da autora e esperei até a última folha que ocorresse uma reviravolta na solução dada.

Apesar disso, a leitura foi muito rápida e divertida. O personagem Hercule Poirot é, sem dúvida, um dos mais interessantes na literatura.

Gostaria de chamar atenção ao significado do título da obra. O livro recebe esse nome porque a Sra. Oliver, ao iniciar as investigações, diz que terá de entrar em contato com os “elefantes”, ou seja, pessoas que certamente terão lembranças da época em que ocorreram as mortes. A personagem faz essa comparação devido à boa memória dos elefantes, que têm a capacidade de recordar acontecimentos, mesmo após muito tempo.

“É minha tese: os elefantes não esquecem. Portanto, tenho que entrar em contato com alguns elefantes.”

Portanto, recomendo sim esta leitura, mas tenha em mente que o desfecho não é impressionante como outras obras da autora (até porque, tendo escrito mais de oitenta romance, contos e peças, torna-se cada vez mais difícil superar suas principais histórias).


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Comentem aqui se já leram e o que acharam!

Até a próxima!

PS.: Há um lado positivo em tudo isso: pelo menos uma vez consegui descobrir a solução das investigações de um livro da Agatha (e estou me sentindo uma verdadeira detetive, hehe  🙂 ).

Resenha: “Nosferatu” – Joe Hill

Autor: Joe Hill

Editora: Arqueiro

Número de páginas: 624

Avaliação: 5 / 5

Sinopse:

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem.
Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor.
E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca… e acaba encontrando Charlie.
Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.
Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.

A história tem início em 1986, quando a pequena Victoria McQueen descobre um dom: com sua bicicleta Raleigh, ela consegue atravessar uma ponte imaginária que a leva a objetos perdidos. Confusa com sua nova habilidade, ela a esconde de todos a sua volta e cada vez mais tenta se convencer de que aquilo não é real.

“Era sempre assim. Ela já tinha atravessado a ponte uma dezena de vezes em cinco anos, cada vez menos uma experiência e mais uma sensação. Não era algo que ela fazia, mas que sentia: a consciência de estar deslizando como em um sonho, a distante sensação de um zumbido de estática.”

Dirigindo seu antigo Rolls-Royce, Charlie Manx é capaz de adentar em sua paisagem interior, chamada Terra do Natal, um lugar macabro onde todos os dias são Natal. Para lá são levadas inúmeras crianças, que tornam-se criaturas tão inumanas quanto o próprio Charlie e nunca mais são vistas.

“Você acredita em um lugar chamado Terra do Natal? O que você daria para passar a vida inteira em um lugar onde todas as manhãs fossem Natal e a infelicidade fosse contra a lei?”

No entanto, Victoria torna-se a primeira pessoa a conseguir escapar, não sem muitos traumas que jamais seriam esquecidos.

Anos após o acontecimento, Manx está de volta em busca de vingança, e Victoria terá sua vida abalada novamente pelas memórias do passado.

Minhas impressões:

É incrível a capacidade do autor de unir o imaginário ao real! Desde as primeiras páginas, senti que adentrava num conto de fadas macabro no qual elementos fantásticos são inseridos na realidade.

A trama é muito bem elaborada e repleta de reviravoltas que tornam a história interessante do início ao fim. Ao longo da leitura, é impossível não se questionar a todo momento o que irá acontecer em seguida.

Os personagens são simplesmente fantásticos! Victoria, Lou, todos eles me fizeram torcer para que tudo desse certo no final. Mas os que mais me fascinaram foram sem dúvida os antagonistas. Não pude evitar imaginar o que se passa na mente de Charlie Manx; ele de fato acredita que o que faz é para o bem das crianças. Além disso, seu ajudante Bing (que adora fazer rimas a todo momento) é extremamente fiel a ele, na esperança de que um dia possa viver na Terra do Natal. Eles são uma dupla bizarra, o que contribuiu para minha visão de que a história parece um conto de fadas macabro.

Até o próprio carro Rolls-Royce me chamou atenção, pois de certa forma ele também é o vilão da história.

“Um carro antigo se afastava no final do quarteirão, um Rolls-Royce preto com estribos e detalhes cromados. Os faróis traseiros reluziam vermelhos na noite e iluminavam a placa: NOS4A2. O veículo dobrou a esquina e desapareceu, levando consigo o som alegre do Natal.”

Além disso, ao longo da páginas encontramos algumas ilustrações tenebrosas e igualmente bizarras que tornam a leitura ainda mais interessante.

O autor também faz referências a outros livros, entre eles “It – A Coisa”, escrito pelo seu pai (sim, ele é filho do Stephen King!), o que me fez ficar ainda mais animada com a leitura!

Acho que li esse livro na época certa, porque ele tem um clima natalino, hehe (li no final de dezembro)! Super recomendo a leitura! Acho que aqueles que leem Stephen King muito provavelmente também irão gostar de “Nosferatu”.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje, gente!

Falem aqui nos comentários se já leram e o que acharam.

Até a próxima!

Resenha: “Como Eu Era Antes de Você” – Jojo Moyes

Autora: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 320

Avaliação: 4 / 5

Sinopse: 

Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Após perder o emprego e sem muitas perspectivas de vida, Louisa Clark passa a trabalhar cuidando de Will Traynor, um tetraplégico rico, sarcástico e arrogante, que antes de ser atropelado por uma moto levava uma vida extremamente ativa na movimentada cidade de Londres.

Preso a uma cadeira de rodas e dependendo de outras pessoas para viver, agora ele se questiona se sua vida vale realmente a pena.

“O pior é perder a capacidade de tomar suas próprias decisões, de não ser capaz de fazer qualquer coisa sem precisar de ajuda.”

Inicialmente, Louisa detesta ter de passar tanto tempo ao lado dele, mas logo ambos formam uma forte amizade. Então ela terá que convencê-lo a mudar de ideia, mostrando a ele que ainda há maneiras de ser feliz.

Minhas impressões:

Nunca me interessei muito por livros de romance contemporâneo, mas por algum motivo este me chamou atenção.

A autora não mostra apenas uma história romântica, mas apresenta também diversas dificuldades que os deficientes físicos sofrem nos dias de hoje. O livro fala acima de tudo sobre perdasaprendizado e de como algumas decisões estão fora de nosso alcance.

A linguagem utilizada é simples, o que facilita o nosso envolvimento com a leitura. A maior parte do livro é narrada em primeira pessoa sob a perspectiva de Louisa, mas há também alguns capítulos narrados por personagens secundários, ajudando-nos a entender seus pensamentos e decisões.

Os personagens do livro são muito reais, o que me fez me aproximar ainda mais deles e das situações pelas quais passam. Eles são apenas pessoas comuns, que pelo destino tiveram de enfrentar certos problemas ao longo da vida.

Louisa é uma personagem alegre e espontânea que nunca sonhou em deixar a pequena cidade onde mora ou o emprego no The Buttered Bun. Já Will esteve em vários lugares do mundo e agora sente-se deprimido pela impossibilidade de fazer muitas das atividades que gostava. Juntos, eles viverão novas experiências e Will fará Lou enxergar novos horizontes.

“Você só vive uma vez. É sua obrigação aproveitar a vida da melhor forma possível.”

Super recomendo esta leitura! O final do livro é triste e emocionante, mas a autora consegue nos mostrar que ainda há uma pitada de esperança, ou seja, que devemos seguir em frente.

“Como Eu Era Antes de Você” foi adaptado para filme e tem o lançamento previsto para 3 de Junho de 2016 nos Estados Unidos.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Falem aqui nos comentários se vocês têm vontade de ler, já leram e o que acharam desse livro. Adorarei saber!

Até a próxima!

Resenha: “Persuasão” – Jane Austen

Persuasão

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Número de páginas: 310

Avaliação: 4.5 / 5

Sinopse: 

O enredo gira em torno de Anne Elliot, filha de Sir Walter Elliot, um vaidoso e esnobe baronete. No passado, Anne apaixonara-se por Frederick Wentworth, que, embora belo, inteligente e ambicioso, não tinha tradições ou conexões familiares importantes – e assim Anne fora persuadida pela família a romper com ele. Em 1815, momento em que se passam os eventos narrados no livro, a boa, generosa e sensível Anne Elliot continua solteira, mas agora, aos 27 anos, pensa com mais autonomia e maturidade. Agora, também, a situação financeira de Sir Walter Elliot é desfavorável, e ele se vê obrigado a alugar a propriedade da família. Por força do destino, o novo ocupante da residência é cunhado de Wentworth. Quase oito anos após o rompimento, Anne se verá novamente convivendo com seu grande amor, agora um capitão da Marinha, e reflexões, conjunturas e arrependimentos serão inevitáveis. Anne e Frederick se redescobrem apaixonados, e renovam o compromisso de casamento. Com o mesmo texto leve e envolvente – mas irônico e perspicaz – que a caracteriza, Austen faz aqui uma crítica à vaidade típica da sociedade inglesa do início do século XIX, ao mesmo tempo em que enfoca o tema do casamento, quase onipresente em seus escritos.

“Persuasão” retrata a história de Anne Elliot, filha de um importante e esnobe baronete que, devido às suas extravagâncias e imprudência, leva a família a graves problemas financeiros. Para resolvê-los, decide então alugar sua propriedade e mudar-se para a cidade de Bath.

Os novos moradores de Kellynch Hall são o almirante Croft e sua esposa, cujo irmão é ninguém mais, ninguém menos que Frederick Wentworth, o que deixa Anne profundamente abalada. Há aproximadamente 8 anos, ela havia se apaixonado pelo capitão Wentworth, porém fora persuadida pela família e Lady Russel, amiga de sua falecida mãe, a separar-se do rapaz em razão de sua situação financeira desfavorável. Assim, após anos de trabalho duro e dedicação, ele retorna à região rico e em busca de uma esposa.

“Na juventude, obrigaram-na a seguir a prudência; ao amadurecer, aprendera o romance: a sequência natural de um começo antinatural.”

No entanto, o capitão Wentworth reprime sua antiga paixão, impedido pela mágoa e ressentimento, enquanto Anne sofre com a frieza e indiferença com que é tratada, arrependida de suas escolhas no passado.

“Só conseguia pensar a seu respeito como alguém que cedeu, que desistiu de mim, que se deixou influenciar por outra pessoa mais do que por mim.”

Ao longo das páginas, somos apresentados à reaproximação dos dois e às dúvidas que permeiam tal relacionamento: seria o capitão Wentworth capaz de amar Anne novamente, mesmo após tudo o que se passou entre o casal? Poderiam eles ter uma vida juntos? Como a família da moça reagiria a essa união, anteriormente indesejada?

Minhas impressões:

Escrito nos últimos meses de vida da autora, “Persuasão” apresenta um tom diferente de suas outras obras, a começar pela idade da protagonista: enquanto a maioria de suas personagens principais apresentava em torno de 18 a 22 anos, Anne Elliot tinha 27. Além disso, a narrativa expõe uma linguagem mais melancólica, contrastando com o humor e ironia presentes em seus demais livros.

Jane Asten trata sobre os julgamentos por aparência (assunto recorrente em seus livros) e as mudança das raízes sociais na época – os antigos ricos, cujas fortunas eram adquiridas por meio de herança, como o Sir Walter Elliot, seriam substituídos por aqueles que ascendiam socialmente através do mérito, como o capitão Wentworth.

Porém, o tema principal da história são segundas chances. Anne seria ou não perdoada pelos seus erros do passado?

Ao decorrer da história, sentimos as aflições e o arrependimento da personagem principal, com os quais convive constantemente desde seu reencontro com o capitão Wentworth. Embora negue inicialmente continuar apaixonada pelo rapaz, ela demonstra frustração devido ao tratamento frio e distante que recebe dele.

“Logo, entretanto, começou a racionalizar e a tentar se emocionar menos. Oito anos, quase oito anos haviam se passado desde que tudo terminara. Como era absurdo voltar a sentir uma inquietação que o tempo relegara à distância e à sombra! O que não fariam oito anos? Acontecimentos de todo tipo, transformações, alienações, mudanças… tudo, tudo poderia estar neles contido, e o esquecimento do passado… como seria natural, com seria certo também! Oito anos representavam quase a terça parte de sua própria vida. Uma pena! Com toda a sua racionalização, ela descobriu que, para sentimentos reprimidos, oito anos poderiam ser pouco mais que nada.”

A linguagem foi um tanto cansativa nas primeiras páginas, mas logo a leitura se tornou bastante envolvente.

Recomendo fortemente este livro, pois além de ser um importante clássico do século XIX, também traz críticas ao comportamento da sociedade da época.


Bem, espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Até a próxima!

Resenha: “Orgulho e Preconceito” – Jane Austen

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Número de páginas: 480

Avaliação: 5 / 5

Sinopse:

Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito com uma das mais célebres frases da literatura inglesa: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico deve precisar de uma esposa”. O livro é o mais famoso da escritora e traz uma série de personagens inesquecíveis e um enredo memorável. Austen nos apresenta Elizabeth Bennet como heroína irresistível e seu pretendente aristocrático, o sr. Darcy. Nesse livro, aspectos diferentes são abordados: orgulho encontra preconceito, ascendência social confronta desprezo social, equívocos e julgamentos antecipados conduzem alguns personagens ao sofrimento e ao escândalo. Porém, muitos desses aspectos da trama conduzem os personagens ao auto-conhecimento e ao amor. O livro pode ser considerado a obra prima da escritora, que equilibra comédia com seriedade, observação meticulosa das atitudes humanas e sua ironia refinada.

Publicado originalmente em 1813, “Orgulho e Preconceito” é considerado a mais célebre obra da escritora inglesa Jane Austen.

A história tem início com a vinda do Sr. Bingley a Netherfield, uma bela propriedade localizada em Hertfordshire. Sendo um jovem de família abastada, logo as mães da cidade buscam casá-lo com suas filhas.

Mas a sorte estava ao lado da Sra. Bennet, pois sua filha  Jane e o Sr. Bingley, tendo personalidades bastante similares, apaixonam-se perdidamente um pelo outro.

Elizabeth Bennet, embora satisfeita pela felicidade da irmã, mostra-se intolerante em relação a Fitzwilliam Darcy, amigo do Sr. Bingley. Diferentemente do colega, ele demonstra ser um homem muito orgulhoso e de personalidade repugnante, desagradando à população local.

“Ela é tolerável, mas não bela o bastante para me tentar.” – Sr. Darcy

Seus sentimentos são recíprocos. No entanto, após certo tempo, a opinião de ambos muda drasticamente e Elizabeth passa a ser objeto de estima do Sr. Darcy. Seria esse amor capaz de sobreviver à diferença de classes sociais?

Minhas impressões:

Com a brilhante construção de diálogos, marcados pela ironia característica da autora, e o excelente desenvolvimento de personagens, Jane Austen faz uma série de críticas aos costumes da sociedade inglesa do século XIX.

Já na primeira frase do livro, somos apresentados à mentalidade da obrigatoriedade do casamento, que mais são baseados quase que inteiramente nas riquezas.

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro que possua grande fortuna deve estar à procura de uma esposa.”

A partir de um diálogo, também são expostas as expectativas que se tinha em relação às moças da época: saber cantar, dançar, desenhar, dominar as línguas modernas e cultivar-se através de extensa leitura.

“Nunca vi tal mulher. Deve ser uma coisa assustadora de se olhar.” – Elizabeth Bennet

O título “Orgulho e Preconceito” faz referência ao comportamento dos dois personagens principais: enquanto o Sr. Darcy se mostra um homem arrogante devido ao seu excessivo orgulho, Elizabeth demonstra preconceito em relação a ele, formando uma ideia equivocada sobre seu caráter; embora ambos troquem de papéis diversas vezes ao longo do livro.

Por esses e outros motivos, mesmo após mais de duzentos anos de sua publicação, esse clássico continua a agradar leitores por todo o mundo!


Por último, gostaria de deixar claro que eu ADOREI esse livro ❤

Super indico a leitura!

Até a próxima!

Resenha: “Razão e Sensibilidade” – Jane Austen

Autora: Jane Austen

Editora: Martin Claret

Número de páginas: 456

Avaliação: 4 / 5

Sinopse:

Este romance concentra sua narrativa nas idílicas tramas de amor e desilusão em que duas belas irmãs inglesas se envolvem – Elinor e Marianne Dashwood – quando chega a idade do casamento. À procura do amor verdadeiro, as filhas órfãs de uma família pertencente à pequena nobreza enfrentam o mundo repleto de interesses e intrigas da alta aristocracia. Marianne e Elinor representam polos opostos do universo ético de Austen – enquanto Marianne é romântica, musical e dada a rompantes de espontaneidade, Elinor é a encarnação da prudência e do decoro.

Publicado de maneira anônima em 1811, “Razão e Sensibilidade” adquiriu grande notoriedade na época.

O livro traz a história da família Dashwood, composta pelo Sr. e Sra. Dashwood e suas filhas Elinor, Marianne e Margaret, que vive em Norland Park, uma renomada propriedade localizada em Sussex, na Inglaterra. Sabendo que, após sua morte, a herança seria deixada ao seu filho primogênito, fruto de outro casamento, o Sr. Dashwood pede a ele que ofereça boas condições de sustento a sua esposa e filhas.

Contudo, depois do falecimento do pai, John Dashwood cede apenas uma mísera quantia à madrasta e às meia-irmãs, obrigando-as a aceitar uma proposta de um parente distante de morarem num chalé emprestado em Devonshire. Enquanto se preparam para a partida de Norland Park, Elinor se apaixona pelo irmão de sua cunhada, Edward Ferrars, deixando-a imensamente decepcionada ao ter que deixá-lo.

Ao se estabelecerem em seu novo lar, a família Dashwood passa a viver de maneira mais simples e torna-se próxima de seus benfeitores, os Middleton.

Após algum tempo morando em Barton, Marianne passa a nutrir uma grande paixão por um rapaz encantador chamado Willoughby, que também se apaixona perdidamente pela moça.

Assim, o livro retrata as desilusões amorosas das duas irmãs e suas respectivas buscas pela felicidade, cada uma à sua maneira. Pois, enquanto Elinor preza a sensatez e a prudência, Marianne valoriza o comportamento emotivo e romântico, fazendo um contraste entre a razão e a sensibilidade.

Minhas impressões:

Com uma história de amor como plano de fundo, Jane Austen critica o comportamento da sociedade da época, através de diálogos repletos de ironia e personagens que muitas vezes tornam-se cômicas.

Apresentando uma importante discussão acerca da razão x sensibilidade, a autora também expõe a oposição entre o Romantismo, movimento do século XIX que prezava o drama e a emoção, e o Iluminismo, que tinha como pontos centrais a razão e a ciência.

Além disso, Jane Austen trata de julgamentos a partir da aparência das pessoas, que muitas vezes podem se demonstrar equivocados.

Apesar de tornar-se um tanto cansativa a partir da última metade do livro, a narrativa fluiu bem ao longo da história.

O que me incomodou em relação à obra foi o rompimento abrupto de um dos casais, sem que, na minha opinião, fosse apresentado um motivo plausível, e a grande quantidade de páginas dedicada ao sofrimento de Marianne, enquanto sua irmã recebe pouco destaque na história. Ainda assim, o livro é incrível e expõe importantes temas do século XIX, sendo uma leitura extremamente válida.


Espero que tenham gostado da resenha de hoje!

Até a próxima!

Resenha: “It – A Coisa” – Stephen King

Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Número de páginas: 1104

Avaliação: 5 / 5

Sinopse: 

Durante as férias escolares de 1958, em Derry, pacata cidadezinha do Maine, Bill, Richie, Stan, Mike, Eddie, Ben e Beverly aprenderam o real sentido da amizade, do amor, da confiança e… do medo. O mais profundo e tenebroso medo. Naquele verão, eles enfrentaram pela primeira vez a Coisa, um ser sobrenatural e maligno que deixou terríveis marcas de sangue em Derry. Quase trinta anos depois, os amigos voltam a se encontrar. Uma nova onda de terror tomou a pequena cidade. Mike Hanlon, o único que permanece em Derry, dá o sinal. Precisam unir forças novamente. A Coisa volta a atacar e eles devem cumprir a promessa selada com sangue que fizeram quando crianças. Só eles têm a chave do enigma. Só eles sabem o que se esconde nas entranhas de Derry. O tempo é curto, mas somente eles podem vencer a Coisa. Em ‘It – A Coisa’, clássico de Stephen King em nova edição, os amigos irão até o fim, mesmo que isso signifique ultrapassar os próprios limites.

Abalado com a morte do irmão, Bill Denbrough encontra consolo na companhia de seus amigos: Eddie, Ben, Richie, Beverly, Stan e Mike. Quando uma série de assassinatos brutais começa a ocorrer na cidade de Derry, eles se unem para derrotar a Coisa e vingar a morte do pequeno George. Juntos, derrotam a criatura e fazem uma promessa de que, se ela voltasse a atacar, todos eles retornariam à cidade para enfrentá-la novamente.

“— Eles flutuam — rosnou a coisa —, eles flutuam, Georgie, e quando você estiver aqui embaixo comigo, também vai flutuar…”

Aproximadamente 28 anos depois, Mike, o único deles a permanecer em Derry, liga para todos comunicando que a Coisa está de volta. Com os acontecimentos da infância esquecidos na memória, eles terão que descobrir o que aconteceu naquele verão de 1958 para poderem matar a criatura que está causando pânico mais uma vez na pequena cidade.

Apesar da quantidade de páginas, a narrativa fluiu muito bem. Os personagens do livro são maravilhosos: cada um deles tem seus próprios problemas e peculiaridades. O autor também criou a Coisa com maestria. Pennywise, que geralmente assume a aparência de um palhaço, representa a personificação do medo, adquirindo a forma daquilo que mais assusta quem o vê.

“Sou todo pesadelo que você já teve”

Ainda que seja um livro de terror, a história foca no crescimento e amadurecimento dos personagens principais e em como a amizade deles os ajudou a enfrentar seus piores medos. “It – A Coisa” retrata também cenas violentas, fazendo uma crítica aos diversos tipos de preconceito e pondo em dúvida a sanidade dos seres humanos.

O desfecho da história foge do convencional, mostrando mais uma vez a capacidade do Stephen King de prender a atenção do leitor até a última página.

Um aspecto que achei interessante foi o fato de um dos personagens de “O Iluminado” – Dick Hallorann – ser mencionado ao decorrer do livro, o que de alguma maneira conferiu uma certa veracidade à história.

Se você, assim como eu, está com medo de começar a ler “It- A Coisa” devido ao tamanho do livro, pode começar a lê-lo tranquilamente. As páginas passam voando e, quando nos damos conta, a história já acabou, deixando nós leitores com saudades desses personagens incríveis e cativantes.

E vocês? Já leram “It – A Coisa”? Se sim, falem aqui nos comentários o que acharam!

Espero que tenham gostado da resenha!

Até a próxima!